Hades em Os Cavaleiros do Zodíaco: o Deus da Morte, o Submundo e a Saga Final

Descubra a história e o legado de Hades em Saint Seiya — o deus da morte e do renascimento. Explore sua importância na Saga de Hades e veja a action figure premium que eterniza o Rei do Submundo.

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Daniel Pedrolli

11/30/20255 min read

Hades: o Deus da Morte e o Julgamento Final em Os Cavaleiros do Zodíaco

Quando o céu se fecha e o cosmo silencia, é sinal de que Hades, o Rei do Submundo, despertou novamente.

Mais do que um vilão, ele é o limite entre o divino e o esquecimento — o deus que personifica a morte, mas também o ciclo eterno da purificação.

Em Saint Seiya, Hades não é apenas o inimigo final: ele é o teste definitivo da alma.

Cada confronto com ele é mais do que uma luta física — é um julgamento moral e espiritual, onde até os Cavaleiros mais fiéis precisam confrontar suas sombras.

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O Nascimento de Hades — o Deus que Rejeitou o Mundo dos Vivos

Filho de Chronos e irmão de Zeus e Poseidon, Hades foi condenado a reinar sobre os mortos após a grande guerra entre os Titãs e os Olímpicos.

Mas, diferente de seus irmãos, ele nunca aceitou sua função com prazer.

Hades via os humanos como seres imperfeitos, frágeis e corrompidos pela ilusão da vida — e, por isso, acreditava que a paz verdadeira só poderia existir na imobilidade da morte.

No universo de Saint Seiya, essa visão se intensifica.

A cada 243 anos, o deus desperta para travar sua guerra santa contra Atena, tentando purificar o mundo através da extinção.

Sua forma física é sempre perfeita, jovem, intocada — uma ironia cruel para quem despreza o corpo humano, mas precisa dele para se manifestar.

Hades não envelhece, não se altera e não sente — ele observa, como um espelho divino refletindo o que há de mais sombrio na criação.

O Reino das Sombras — Santuário, Inferno e Campos Elísios

A Saga de Hades é o ápice da jornada dos Cavaleiros de Atena.

Dividida em três atos — Santuário, Inferno e Campos Elísios — ela redefine o conceito de bem e mal no universo da série.

No Santuário, Hades manipula os mortos, usando antigos Cavaleiros como peões. É o retorno dos heróis em um tom trágico e melancólico, onde a saudade se torna arma.

No Inferno, o tom é filosófico e sombrio: as almas condenadas vagam em silêncio, e os Cavaleiros enfrentam não apenas monstros, mas as próprias culpas.

Nos Campos Elísios, a guerra atinge o nível divino.

A luz e a escuridão colidem em um duelo final, onde Seiya e seus companheiros provam que o amor humano é a única força capaz de desafiar um deus.

A presença de Hades é constante, mesmo quando invisível.

Ele é o eco que paira sobre cada decisão, o lembrete de que até a esperança precisa provar seu valor diante da morte.

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Atena e Hades — dois polos do mesmo destino

A relação entre Atena e Hades transcende o conflito.

Eles não são apenas inimigos — são forças complementares, como luz e sombra.

Enquanto Atena representa o amor, a compaixão e o renascimento, Hades é a ordem, a purificação e o silêncio eterno.

Há um respeito mútuo entre eles, uma espécie de amor cósmico que jamais poderia existir em harmonia.

Hades não odeia Atena — ele admira o que não pode compreender: a capacidade humana de lutar por algo mesmo sabendo que pode morrer.

Essa relação dual é o coração da Saga de Hades.

Em sua calmaria gélida, o deus da morte desafia a própria ideia de vida, e é justamente aí que Atena o vence — não pela força, mas pela fé na imperfeição humana.

Os 108 Espectros e o Julgamento das Almas

Sob o comando de Hades, estão os 108 Espectros, inspirados na tradição budista que simboliza as paixões e pecados humanos.

Entre eles se destacam os Três Juízes do Inferno:

Radamanthys de Wyvern, o braço direito de Hades, impiedoso e leal;

Minos de Grifo, o estrategista cruel que julga com lógica e frieza;

Aiacos de Garuda, o executor implacável.

Esses generais comandam os exércitos do submundo com obediência cega.

Mas, ironicamente, cada um reflete uma fraqueza de seu mestre: o orgulho, o medo e o desejo de perfeição.

Enquanto eles se apegam à ordem, os Cavaleiros de Atena se fortalecem pela emoção — e é isso que muda o curso da guerra.

No fim, o Submundo não é apenas um campo de batalha, mas um espelho da alma humana: cada luta é uma purificação, cada derrota, uma libertação.

O Reflexo Humano de Hades — o Deus que também teme

Em Hades, Kurumada constrói mais do que um vilão.

Ele nos dá um espelho mitológico da humanidade.

Hades teme o que não entende: o amor, o sacrifício e a fé.

Sua perfeição é sua maldição — ele é incapaz de sentir o que dá sentido à vida.

Quando Atena e os Cavaleiros o enfrentam, não lutam apenas contra um deus, mas contra a própria ideia de desistir.

E é por isso que o final da saga é tão poderoso: não é sobre a morte de Hades, mas sobre a vitória da imperfeição sobre a frieza da eternidade.

Hades cai, mas não desaparece.

Como o próprio conceito da morte, ele permanece, esperando o momento em que o mundo se esquecerá do amor — e então voltará a reinar.

A Imagem Imortal — Hades na Cultura e no Colecionismo

Mesmo décadas após o fim da saga original, Hades continua a ser um dos personagens mais cultuados de Saint Seiya.

Sua aparência elegante, olhar sereno e aura divina o tornaram um ícone entre os deuses do anime.

Não é à toa que sua imagem se transformou em uma das mais desejadas do colecionismo mundial.

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Ter Hades na prateleira não é apenas colecionar — é carregar o símbolo da eternidade, da dualidade e da beleza sombria que marcou gerações.

Hades: o silêncio que dá forma à vida

Hades é o último juiz e o primeiro espelho.

O deus que vê o que ninguém quer encarar: a finitude.

Mas, em Saint Seiya, ele se transforma em algo maior — um lembrete de que até o fim pode ser belo, se for enfrentado com fé e coragem.

A guerra contra Hades não foi apenas uma batalha entre deuses, mas entre duas formas de existir:

a que teme o fim, e a que o abraça como parte do caminho.

E é por isso que, mesmo derrotado, Hades continua eterno — porque a morte, no fundo, é apenas a sombra da vida tentando nos ensinar a viver melhor.